Emily Rech: jovem de Luiz Alves transforma experiência na Itália em marca própria de roupas
Após estudar moda durante três anos em Milão, empreendedora de 23 anos criou a Emi Clothing, marca feminina que combina tendências internacionais, versatilidade e tradição familiar no setor têxtil.
Aos 23 anos, a jovem Emily Rech, de Luiz Alves, está transformando sua paixão pela moda em um negócio próprio. Depois de passar três anos em Milão, na Itália, onde estudou Negócios da Moda no Istituto Marangoni, ela decidiu colocar em prática os conhecimentos adquiridos no exterior. Assim nasceu a Emi Clothing, marca de roupas femininas desenvolvida com o apoio da família e do Grupo Abrange, indústria de confecção fundada em Luiz Alves.


Nascida e criada no município, Emily cresceu acompanhando de perto a rotina da indústria têxtil. Quando tinha apenas três anos, seu pai e seu tio fundaram o Grupo Abrange, empresa que atualmente concentra suas atividades na moda infantil.
Desde pequena, o contato com tecidos e confecções fazia parte de sua rotina. Ela aproveitava retalhos para criar roupas para suas bonecas e também participou como modelo de catálogos.
“Desde muito pequena eu brincava com os tecidos, fazia roupas para Barbies com retalhos. Cresci no meio da indústria”, relembra.
Apesar da ligação familiar com a moda, Emily iniciou sua formação acadêmica em Administração, na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), onde estudou durante um ano. Entretanto, o desejo de estudar fora do Brasil a levou a buscar oportunidades internacionais.
Após pesquisar instituições de ensino, escolheu o Istituto Marangoni, em Milão, onde cursou Fashion Management, área voltada à gestão e aos negócios da moda.
Experiência na Itália abriu novos caminhos
Durante os três anos em que viveu na Itália, Emily teve contato com profissionais do mercado europeu e conheceu de perto coleções de marcas reconhecidas mundialmente, como Giorgio Armani e Gucci.
A experiência permitiu observar a qualidade dos tecidos, os acabamentos e os detalhes envolvidos na produção das peças. Ela também acompanhou como grandes redes, como Zara e H&M, adaptam tendências apresentadas nas passarelas para o mercado comercial.
“Pude aprender com professores que atuam no mercado de moda na Itália e aprender muito sobre a qualidade e o perfeccionismo da moda italiana”, destaca.
Segundo a jovem, essa vivência contribuiu para ampliar sua visão sobre o setor e despertou ainda mais o desejo de desenvolver uma marca com identidade própria.
Como surgiu a Emi Clothing
A ideia de criar a Emi Clothing surgiu da vontade de trazer referências da moda europeia para o mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, o Grupo Abrange buscava ampliar seu portfólio com uma marca voltada ao comércio digital.
Com o apoio da família, Emily encontrou a oportunidade de tirar seu projeto do papel.
“A Emi Clothing nasceu de um desejo meu de traduzir o que aprendi na Europa para o mercado brasileiro. Também já idealizava construir minha marca própria, então, com o apoio da minha família e do Grupo Abrange, tudo isso foi possível”, explica.
O nome Emi surgiu do apelido de Emily e foi escolhido por transmitir a identidade leve e de fácil pronúncia que a empreendedora desejava para a marca.
Com o slogan “Everyday, but iconic”, a proposta é oferecer roupas versáteis para diferentes ocasiões, desde a faculdade e o primeiro emprego até momentos especiais, como formaturas.
Emily participa diretamente da criação das coleções. Ela desenvolve e escolhe os modelos, que posteriormente são encaminhados à equipe de modelagem. As peças passam por testes, provas e ajustes antes de seguirem para produção.
Atualmente, as vendas são realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site da Emi Clothing.
Os desafios de empreender aos 23 anos
Apesar da experiência familiar no setor de confecção, o início do negócio trouxe desafios. Um dos principais foi desenvolver a primeira coleção enquanto Emily ainda morava na Itália, o que exigiu organização para manter a comunicação com a equipe do Grupo Abrange no Brasil.

A escolha do nome, o registro da marca, a criação do site e a implantação dos sistemas operacionais também demandaram meses de planejamento.
Além das dificuldades relacionadas à estruturação da empresa, Emily relata que precisou enfrentar questionamentos sobre sua capacidade profissional por ser jovem e mulher.
“Sendo jovem e mulher, eu sinto que muitas vezes as pessoas tendem a ter um pouco mais de dificuldade em confiar no meu trabalho, de acreditar no meu potencial. Mas, aos poucos, tudo vai se alinhando”, afirma.
Mesmo com os desafios, a empreendedora considera positiva a recepção inicial do público. Para ela, uma das maiores satisfações é ver outras pessoas utilizando roupas que foram idealizadas e desenvolvidas por ela.
“É muito legal ver as minhas amigas vestindo e elogiando os produtos que eu criei. Eu fico muito feliz e realizada”, conta.
Planos para conquistar o mercado nacional
O objetivo de Emily agora é ampliar a presença da Emi Clothing no mercado brasileiro e alcançar consumidoras de diferentes regiões do país.
Mais do que vender roupas, ela deseja que suas criações façam parte de momentos especiais da vida das clientes, acompanhando conquistas pessoais e profissionais.
“Eu imagino a Emi Clothing vendendo muito para todo o Brasil, para vestir jovens em diversas ocasiões e fazer parte de momentos especiais de suas vidas”, afirma.
Para outras pessoas que sonham em empreender, Emily destaca a importância de buscar conhecimento, conversar com profissionais experientes e contar com uma rede de apoio.
“Empreender, com certeza, não é fácil. É muito importante você ter uma rede de apoio, pessoas que possam ajudar você. Converse com pessoas que já empreendem no seu ramo e aprenda com os erros”, aconselha.
Com raízes em Luiz Alves, formação internacional e experiência familiar no setor têxtil, Emily Rech inicia uma nova etapa profissional. A Emi Clothing representa a realização de um sonho e a oportunidade de levar uma marca criada por uma jovem luiz-alvense a consumidoras de todo o Brasil.




Comentários