'Clarinha’: a nova variedade de banana que surgiu por acaso em SC e pode ajudar produtores na baixa temporada
- Juliano Bertoldi
- 7 de abr.
- 2 min de leitura
Nova variedade se modificou espontaneamente em plantação de Luiz Alves (SC) e foi registrada no Ministério da Agricultura.
Uma nova variedade de banana que nasceu "por acaso" em uma plantação de Luiz Alves, foi recentemente registrada no Ministério da Agricultura. O nome dela é Clarinha e, em breve, deve ser lançada comercialmente.
O agricultor Ricardo Rech é um dos responsáveis por essa descoberta. Entre as bananas cultivadas na propriedade da família há quase três décadas, havia pés que se destacavam na plantação pelas características diferentes da caturra, plantada por lá.
Há alguns anos, essas características também chamaram a atenção de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que começaram a estudar a banana que crescia na propriedade.
Após cerca de seis anos de testes, a ciência conseguiu comprovar o que os produtores já tinham percebido: entre os pés de banana caturra havia uma variedade diferente da fruta, que se modificou espontaneamente.
Fruta é esperança para a baixa temporada
As equipes da Epagri identificaram que essa variedade de banana tem a mesma capacidade de produção da caturra convencional, mas com a vantagem de ser esteticamente mais atrativa, o que torna a fruta mais competitiva no mercado - principalmente na baixa temporada, quando a fruta demora a amadurecer, sendo comum encontrá-las já mais escuras nas prateleiras.
“No inverno é difícil vender a fruta mais escura, o consumidor sempre procura mais clara”, comentou Ricardo.
A nova variedade da Epagri é do subgrupo Cavendish (caturra ou nanica).
Como foi feita a pesquisa?
A planta foi coletada pelos pesquisadores em 2018 e multiplicada na estação experimental da Epagri, segundo o engenheiro agrônomo Ramon Scherer, pesquisador do órgão.
"Plantamos ela aqui comparando com a planta que ela derivou. E, então, a gente constatou que ela se mantinha da mesma forma produtiva, e produzia uma fruta no ponto de colheita mais clara que a Nanicão e que essas outras variedades", comentou.
Para comprovar que se tratava de uma variedade ainda não classificada, os pesquisadores fizeram testes para medir a quantidade de clorofila - pigmento verde das plantas - na casca da banana.
O resultado chamou a atenção: a Clarinha tem 43% menos clorofila que a caturra tradicional. "Isso então possibilita o produtor vender uma fruta com uma característica que é mais apreciada pelos consumidores, podendo ser uma alternativa de uma nova opção para os produtores", disse Scherer.
Fonte: G1





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